09/02/2010

O vivificar na reflexão

Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam.

Esta imagem provoca o ser pensante. Por que foi assim? Por que aquele Crucifixo resistiu ao equivalente a 30 bombas nucleares como a de Hiroshima? E Cristo ficou ali. Parece ser aquela Sexta-Feira Santa, em Jerusalém, no alto do Calvário.

Pus-me a pensar e contemplar a chocante cena. Abri as Sagradas Escrituras e pus-me a ouvir o Senhor. O Filho do Homem permaneceu naquele lugar, representado pela imagem, para dizer aos sofredores haitianos que eles não estão sozinhos. Jesus Cristo está crucificado com eles e eles com Cristo. "Suas dores são minhas dores; suas lágrimas são minhas lágrimas; seu sangue é o meu sangue. Estou na cruz despido, como vocês que agora se encontram despidos de tantos bens." Como disse o Profeta Isaías: "a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores" (Is 53,4).

Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres transpassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças. O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. "Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso" (Mt 11,28). O Crucificado resistiu às forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino.

O Crucifixo do Haiti foi mais forte que o terremoto para manter viva na mente e coração dos que por aquela rua passarem a boa notícia: "prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão" (Jo 15,13). Ali ficou uma imagem sagrada feita de matéria, porém, ao seu lado, ficaram os corpos de homens e mulheres, que viveram até o fim o Mandamento Novo. Eles foram imagens vivas do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Trata-se da Dra. Zilda Arns e quinze sacerdotes presentes naquela igreja no momento da tragédia. Eles estavam juntos porque queriam amar intensamente as crianças daquela nação que esperavam por vida e vida em abundância.

O Crucifixo do Haiti permanece erguido e o Espírito de Deus fala aos corações das pessoas de bem que salvam aquela sofrida gente. "Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; ... Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!" (Mt 25, 5-36.40).

O Crucificado ressuscitou e enviou do Pai o Espírito Santo renovando todas as coisas. Ele ficou naquela destruída rua para dizer: "Coragem, eu venci o mundo" (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti. (Padre Francisco Agamenilton Damascena_Vice-reitor do Seminário Diocesano São José Uruaçu - GO)

Haja reflexão

Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro) jamais seremos felizes.

Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se "Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico" e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

Saiba mais

Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

Lembro de ter tido, anos atrás, uma conversa muito interessante com um amigo nissei que havia morado no Japão. Éramos os dois casados e eu me queixava das dificuldades do casamento. O amigo, mais velho, respirou fundo e me disse que, no Japão, eles achavam que casamento era uma coisa muito séria para ser decidida por paixão. Se você ia passar a vida com alguém, as compatibilidades eram mais importantes que o desejo.

Na hora achei aquilo esquisito, mas hoje percebo que ele estava sugerindo apenas outra forma de olhar para a mesma situação: diante da escolha do casamento, que tipos de sentimentos são mais importantes?

Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto.

Talvez seja verdade que as pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade.

A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está "resolvida". Mas isso é falso, não?

Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais. (Ivan Martins_Época)

Nem Pinóquio faria isso...


Caiu um forte raio em Brasília. Desses que o governo afirma que são capazes de causar um blecaute. Ele caiu justamente no Palácio do Planalto. Para espanto de alguns e alívio de outros, o raio deu de cair exatamente na cabeça da ministra Dilma Rousseff, que foi literalmente torrada. Sem nada o que fazer, ela se dirigiu ao Além. Ela tinha certeza de que iria para o Inferno. Mas, como o capeta não veio buscá-la, resolveu tentar a sorte no Céu. Já no portal, encontrou São Pedro com uma meia dúzia de assessores.

- "Antes de entrar aqui, a senhora precisa passar por um julgamento", disse-lhe o guardião do Paraíso."
- "Eu quero um advogado!"
- "Não temos. Os advogados do tipo que a senhora precisa foram todos para o outro lado. A senhora vai ter de se defender sozinha."
- "Está bem. Eu sei me virar!"
- "Comecemos pela sua juventude. É verdade que a senhora foi guerrilheira? "
- "Fui! Do Colina e da VAR-Palmares! E era líder! Pode perguntar lá embaixo que tem um montão de gente que confirma!"
- "Eu não entendo. A senhora tem orgulho de ter sido terrorista?"
- "No Brasil isso pega bem. Tem até um órgão do governo que paga indenizações."
- "Consta aqui na sua ficha que a senhora se dedicava a tarefas que não têm nada que ver com uma guerra revolucionária. Roubar cofres, por exemplo."
- "É, vai fazer o quê...? Nós expropriamos um que tinha nada menos que US$ 2 milhões!"
- "E o que vocês fizeram com o dinheiro?"
- "Uma parte nós repartimos com os companheiros dos outros grupos."
- "E o resto?"
- "Não tinha resto. Era para as nossas despesas. Era eu mesma que cuidava do dinheiro."
- "Bom, vamos passar adiante. A senhora ficou alguns anos presa, depois tratou de estudar."
- "Eu me graduei, depois fiz o mestrado e o doutorado. Pode ler na minha página na internet."
- "Tem gente que diz que a senhora não fez nem uma coisa nem outra..."
- "Eu vou lhe dar a mesma resposta que dei para a imprensa: fiz o curso de mestrado, mas não o concluí. Depois eu voltei para a escola, a Unicamp, para fazer o doutorado. Também não me formei porque virei ministra..."
- "A Unicamp informou que a senhora nunca se matriculou lá..."
- "Isso é mentira!"
- "Hum, trata-se de uma carreira bem peculiar... Aqui, na sua ficha, consta também que em 1989 a senhora foi nomeada diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre e foi demitida pelo presidente da Casa porque chegava tarde ao trabalho."
- "Isso é mentira!"
- "A senhora é conhecida como a mãe do PAC. E há quem diga que é, também, madrinha do apagão."
- "Isso é mentira! Só porque eu fui ministra da área energética por alguns anos, eu sou agora responsabilizada por tudo!"
- "Dizem que foi a senhora que formulou o atual modelo de energia."
"Isso é mentira! Quando eu assumi, todas as usinas hidrelétricas já estavam lá!"
- "A que a senhora - que entende do assunto - atribui o apagão?"
- "Vou-lhe dar a versão oficial do governo: eram três linhões. Acontece que caíram três raios ao mesmo tempo, um em cada um. Os três entraram em curto-circuito e deu no que deu."
- "É uma visão, no mínimo, curiosa... No governo passado houve racionamento de energia porque as chuvas não vieram e os reservatórios de água das usinas hidrelétricas ficaram vazios. Vocês eram da oposição na época e exploraram eleitoralmente o fato. E agora?"
- "O apagão do FHC se deu por incompetência. Já o nosso foi devido ao clima, conforme eu já expliquei... "
- "Já sei, três raios caíram simultaneamente nas três linhas... E vai por aí afora. Há quem diga que houve sobrecarga do sistema e ele caiu..."
- "Isso é mentira! Os raios caíram nos linhões e o assunto está encerrado. Não se fala mais nisso."
- "Escute, para a senhora, tudo é mentira."
- "Isso também é mentira!"
- "Vamos mudar de assunto. A ex-secretária da Receita Federal depôs no Congresso afirmando, com todas as letras, que esteve em seu gabinete, no Palácio do Planalto, e que a senhora lhe pediu para aliviar a barra num processo..."
- "Isso é mentira! Nunca estive com essa mulher!"
- "Ela disse, recentemente, que tem como provar o que falou... Além do mais, o prédio é inteiramente monitorado. Basta procurar a gravação que a questão fica resolvida."
- "Vamos encontrar uma versão conciliatória. Eu admito que a recebi no meu gabinete, mas foi para tratar de outros assuntos."
- "Quais?"
- "Não me lembro mais. Como canta o Roberto Carlos, "são tantas emoções..."
- "Bom, dona Dilma, sinto muito, mas a senhora não preenche os requisitos mínimos para entrar no Céu. Eu não entendi porque Satanás não se dispôs a recebê-la. Aguarde um momento que eu vou telefonar para ele."
São Pedro saiu da sala, pegou o seu celular e ligou diretamente para o "coisa ruim".
- "Oi, Lúcifer, porque é que você não foi receber a Dilma Rousseff?"
- "Eu não quero nem saber dessa mulher!", explicou o príncipe das trevas. "Se ela vier para cá, em dois minutos vai estar mandando em todo mundo. Essa mulher tem cabelo na venta, é nervosa, irritadiça e impaciente. Estou fora!"
- "E o que é que eu faço com ela?!", desesperou-se São Pedro.
- "Eu sei que foge dos regulamentos, não deixe o Chefão saber disso, mas o que se pode fazer é pedir desculpas e devolvê-la para o Ministério do Lula. Os dois se entendem bem porque, no fundo, se merecem..." (João Mellão Neto, jornalista)

08/02/2010

A Teoria da Relatividade

Imaginei então uma situação interessante.

Alguém inventa uma máquina do tempo. E vai testar. Escolhe uma data aleatória - 1989, por exemplo – e aperta um botão. A máquina traz para o presente ninguém menos que Luís Inácio Lula da Silva.
Aquele de vinte anos atrás. Lula chega meio zonzo:
- "O que é isso, companheiro?"
Sem entender o que acontece, Lula é recebido com carinho, toma uma água, senta-se num sofá e recupera o fôlego.
- "Onde eu tô?"
- "No futuro, Presidente." Colocamos em prática a Teoria da Relatividade!
- "Futuro?" Logo agora que vou ganhar do Collor, pô! Me manda de volta pro passado! Zé Dirceu! Zé? Cadê o Zé?"
- Calma, Lula. Aproveite para dar uma olhada no seu futuro. Você é o presidente da República!
- "Eu ganhei?"
- "Não daquela vez. Mas ganhou em 2002. E foi reeleito em 2006!
- "Reeleito? Eu? Deixa eu ver, deixa eu ver!!!"
E então Lula senta-se diante de um televisor de plasma. Maravilhado, assiste a um documentário sobre os últimos 20 anos do Brasil.
Um sorriso escapa quando a eleição de 2002 é apresentada.
- "Pô, fiquei bonito! Ué. Aquela ali abraçada comigo não é a Marta Suplicy?
- "Não, Presidente, é a Marisa Letícia."
- "Olha! Eu e o Papa! E aquele ali, quem é?"
- "É Obama, o Presidente dos Estados Unidos!"
- "Arriégua! Êpa! Mas aquele ali abraçado comigo não é o Sarney? Com a Roseana? E o que é que o Collor tá fazendo abraçado comigo? O que é isso? Tá de sacanagem?
- "Não, presidente. Esse é o futuro!
- Aaaahhhhhh! Olha lá o Quércia me abraçando! O Jader Barbalho! Cadê o Genoíno?
- "O senhor cortou relações com eles."
- "Meus amigos? Me separei deles e fiquei amigo do Quércia?
- "Pois é..."
- "E aqueles ali? Não são banqueiros? Com aqueles sorrisos pra mim?"
- "Estão agradecendo, Presidente. Os bancos nunca tiveram um resultado tão bom como em seu governo.
- "Bancos? Os bancos? Você tá de sacanagem. Sacanagem!
- "Calma, Presidente. O povo está gostando, reelegeram o senhor com mais de cinqüenta milhões de votos!
- "Mas não pode! Cadê os proletários? Só tô vendo nego da elite ali. Olha o Vicentinho de gravata! E o Jacques Wagner também! Mas que merda é essa?"
- "É o futuro, Presidente."
- "E o Walter Mercado? Tá fazendo o quê ali?"
- "Aquela é a Marta Suplicy, Presidente."
- "Ah, não. Não quero! Não quero! Não quero aquele meu terninho. Não quero aquele cabelinho. Não quero aquela barbinha. Desliga isso aí!"
- "Mas Presidente, esse é o futuro. O senhor vai conseguir tudo aquilo que queria.
- "Não e não. Essa tal de teoria da relatividade é um perigo."
- "Perigo?!"
- "É. As amizades ficam relativas. A moral fica relativa. As convicções ficam relativas. Tudo fica relativo."
- "Bem-vindo a 2009, Presidente!" (Luciano Pires)

"As pessoas podem duvidar do que você fala, mas acreditam no que você faz."

Impostrômetro

Entenda-se

Nós somos o que fazemos repetidamente. Excelência, não é um ato, mas um hábito.

Toda empresa que deseja continuar a crescer precisa ter uma equipe de vendas especialista em encontrar e fechar novos negócios. Infelizmente, a grande maioria dos vendedores que existem hoje em dia não são bons em conquistar novos negócios, muito menos desempenhar as atividades mais básicas da prospecção de novos clientes. Até o melhor vendedor da sua empresa tem medo de ir atrás de novos negócios. Ele é cheio de idéias sobre como prospectar um novo cliente etc e tal, mas é incapaz de pegar o fone na mão e ligar para um novo cliente na frente de toda a equipe. De fato, a atividade de caça a novos clientes é o principal motivo que leva um vendedor a pedir demissão em uma empresa. Vendedor "moderno" só trabalha em empresas que tem clientes caindo pelo teto, crédito, preço bom, inovação, produtos, qualidade, entrega e verba de marketing.

Oras, quando tivermos todas essas coisas na empresa não vamos precisar de um bom vendedor.

A grande maioria das áreas de vendas das empresas hoje em dia se parecem muito mais com os corredores de um hospital do que um campo de batalha de novos negócios. Um silêncio sepulcral de deixar qualquer empresário maluco reina no ambiente. Das oito as seis, com intervalos para o almoço e cafezinho da tarde, ninguém liga para os clientes. Visitar então, jamais. Os "vendedores" modernos ficam o dia inteiro no Messenger "vendendo". Não saem as ruas. Trabalham sozinhos com a boca fechada. "O Cliente não tem tempo para me receber" é uma das desculpas infames que os pangarés que se dizem vendedores gostam de usar. "Eu estou vendendo! Os clientes hoje compram pelo Messenger, por que eu deveria usar o telefone?".

Porque por Messenger você vende 1 notebook, por email você vende 5 notebooks, por telefone você vende 50 e em uma visita você vende 500.

Os vendedores modernos são honestos em pelo menos uma coisa: eles assunem que não são vendedores. Eles se intitulam Gerentes de Contas Estratégicas, Gerentes de Novos Negócios, Gerente de Território, Strategic Alliance Corporate Tabajara Solution Manager blá blá blá, "custo, custo, custo".

A verdade é: o capitalismo tá danado com a safra de vendedores que anda por aí. A saída é especular na bolsa; a equipe não consegue vender nada.

Nenhuma empresa precisa de vendedor mediano. Precisamos que todos os vendedores da equipe sejam campeões de vendas, precisamos de uma equipe de dois, cinco, dez jogadores onde todos os vendedores tem condição de disputar o posto de campeão de vendas no mês. Aquele que não tem essa condição de ficar em primeiro lugar tem que pedir para sair.

Deixa-me compartilhar com você uma estatística dolorosa: nove em cada dez negócios fechados hoje acontecem porque o comprador achou o vendedor. Apenas um negócio a cada dez é fechado porque o vendedor encontrou o comprador.

Hoje em dia os compradores procuram os vendedores. Isso significa que os compradores fazem todo o trabalho que o vendedor deveria ajudá-lo a fazer - sem falar uma única vez com o vendedor.

Uma abordagem de vendas radicalmente diferente do que existe hoje precisa ser considerada. Caso contrário, fica difícil encontrar novos clientes quando você precisar.

Mas, chega do meu discurso, considere a opinião de um cliente de verdade.

Eu vou agora compartilhar com você o testemunhal de um comprador sobre o quê passa na sua profissão. Por comprador entenda decisor:

Querido Vendedor,

Eu tenho apenas alguns minutos, mas eu entendo que você está interessado em saber o que você pode fazer para capturar a minha atenção e me convencer a marcar uma reunião com você.

Deixa primeiro eu te dizer em voz alta, bom tom e clareza - você não tem idéia de como é o meu dia. Você pensa que sabe, mas você está viajando na maionese. Até que você entenda isso, o meu conselho não faz sentido para você.

Eu chego todos os dias bem cedo no escritório para ter algum tempo a sós comigo mesmo onde ninguém interrompa o meu trabalho para trabalhar no projeto mais importante do momento - um negócio que não é possível encaixar em um dia normal de trabalho, o qual é cheio de reuniões de idas e vindas que não levam a lugar algum.

Mas, às nove horas da manhã todas as minhas boas intenções são anuladas. O meu chefe pede para largar tudo que eu estou fazendo para preparar uma série de informações up-to-date para um projeto que ele quer trabalhar. A área de produção diz que os novos produtos não estarão disponíveis até o próximo evento. Vendas está um tumulto porque os clientes não querem comprar o que temos para vender. O fluxo de caixa parou.

Nesse momento eu tenho pelo menos 59 horas de trabalho empilhadas sobre a minha mesa precisando da minha atenção, e eu não tenho nenhuma idéia sobre como eu vou completar esse monte de trabalho.

Eu já falei sobre quantos emails eu recebo? Mais de 100. Todos me copiam em tudo. Isso me deixa louco. Adicione a isso pelo menos 30 ligações - algumas de vendedores como você que querem marcar uma reunião comigo. Tempo é o meu bem mais precioso e eu preciso protegê-lo a todo custo.

Eu vivo com o status quo o máximo que eu posso - mesmo que eu não esteja feliz. Por quê? Porque mudanças criam mais trabalho e comem o meu tempo.

Na sua super bem intencionada mas desorientada tentativa de me transformar em um cliente potencial, você falha lamentavelmente em capturar a minha atenção. Eu vou ser direto com você: eu não me importo com os produtos, serviços e soluções ou sua empresa.

Eu não estou interessado em sua metodologia única de trabalho, diferenciais extraordinários ou se você tem todos os produtos em um mesmo lugar.

O seu discurso egocêntrico, desenhado para me impressionar, tem o efeito exatamente o contrário. No momento em que você começa a falar de si mesmo, eu mudo de canal, apago você da minha memória, jogo sua mensagem no lixo.

Agora, você precisa entender que eu não sou sempre assim. Ocasionalmente um vendedor experiente captura a minha atenção, me faz erguer o braço para pedir maiores informações e até me seduz a marcar uma reunião com ele.

O que eles fazem? Eles estão completamente focados na minha empresa e no impacto que podem trazer a ela. Isso é relevante para mim - não seus produtos, serviços e soluções.

Mais uma vez - você pensa que entende o que eu estou falando, mas não entende nada.

Eu estou sempre interessado em conhecer novas maneiras de diminuir o tempo necessário para lançar um novo produto, acelerar o ciclo de vendas, e reduzir os custos da empresa. Note que eu estou falando sobre negócios, e não marketing.

Quando você se torna específico e fala sobre qual será o impacto que trará, você está falando a minha língua. Quando você menciona que ajudou empresas similares a minha a converter as suas vendas em 39% em apenas 3 meses, eu te atendo antes de todos.

Você tem alguma nova informação sobre os desafios que a minha empresa está enfrentando? Eu presto atenção a um assunto por cinco segundos. Eu não tenho tempo para papo furado. Se a informação for relevante, você me pegou; comece a enrolar e eu deleto você.

Entendeu a mensagem? Eu espero que sim, porque eu estou atrasado para uma reunião; outra coisa, eu consegui escrever essa mensagem para você porque deixei o telefone do meu escritório desligado, o Outlook fechado, e o Messenger off-line.

O Seu Futuro Cliente Potencial. Nada menos que isso interessa! (AD)

07/02/2010

The Potato Sisters

... Eis um ato que é difícil de seguir. Este é um vídeo de um ato a partir de 1944 chamado as irmãs Ross. Eu nunca tinha ouvido falar deles. A música que eles cantam é de aproximadamente 45 segundos de duração (nada definitivamente especial), mas o que fazer a seguir após a canção é uma surpresa. Eu não teria pensado que este material era humanamente possível.

06/02/2010

Rever, reler e siquer imaginar


Neste vídeo abaixo, o comentário de alguém de respeito na área. Um dos mais respeitados juristas.

Notem o termo "sandice", s.f. insensatez, tolice, estupidez. É só isso que se vê nos assuntos do grupo presidencial.

Da terrorista, candidata da continuidade no caminho da ditadura branca "A La Huguito Chaves", passou batido para as mãos do semi-alfabetizado que assinou sem ler, ou ????

Dá-lhe Brasil, vamos mudar...
video

05/02/2010

Utilidade Pública


Regras para planos de saúde
A partir de 7 de junho, os planos de saúde terão que incluir em sua cobertura mais 70 procedimentos médicos e odontológicos. Entre eles estão transplantes de medula, vídeocirurgias e exames preventivos, como o do HIV para gestantes. A ANS também ampliou a quantidade anual de consultas cobertas pelos planos para tratamentos com psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais.

Certidão de nascimento
Desde 1º de janeiro, os cartórios brasileiros passaram a emitir um novo modelo de certidão de nascimento, seguindo um padrão nacional que busca ser mais simples e seguro. O documento agora tem apenas um espaço para filiação, que pode ter só o nome da mãe ou só o do pai, e traz um número que identifica o cartório, o ano, o livro e a folha onde está feito o registro. Esse número poderá ser acessado pela internet e será reconhecido em todo o país.

Lei do inquilinato
A nova legislação simplifica o processo de despejo e entra em vigor dia 25 de janeiro. Uma das principais mudanças é que o inquilino terá agora 30 dias para deixar o imóvel quando seu contrato não for renovado – antes, o prazo era seis meses. Para conseguir um despejo, o dono do imóvel precisará
apenas de um mandado judicial.

Plugues e tomadas
Desde o começo do ano está proibido importar ou produzir plugues e tomadas fora do novo padrão adotado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os novos plugues passaram a ter dois ou três pinos redondos e as tomadas, antes planas, agora têm uma cavidade, para diminuir o risco de choque.

Desconto de IR no salário
A correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física entrou em vigor no primeiro dia do ano. Com isso, o desconto do imposto na folha de pagamento dos brasileiros será um pouco menor em 2010. O teto de isenção também subiu para R$ 1499,15, aumentando o número de pessoas que não precisam pagar o IR.

Salário mínimo
Em 23 de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o reajuste do salário mínimo de R$ 465 para R$ 510, que entrou em vigor neste mês. A medida provisória também estabelece que o governo tem até 31 de março deste ano para mandar ao Congresso três propostas de reajuste do valor: uma para o período 2012-2015, outra para 2016-2019 e a terceira para 2020-2023.

Reajuste na aposentadoria
No mesmo dia em que assinou o aumento do mínimo, o presidente também sancionou o reajuste de 6,14% para aposentados que ganham mais que um salário mínimo, que também já entrou em vigor neste mês. No próximo ano, o reajuste das aposentadorias será vinculado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2010 e a 50% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009, se ele for positivo.

Multa contra a dengue no RJ (Imagine se a moda pega em GO)
O projeto de lei municipal sancionado pelo prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes prevê multas de R$ 300 a R$ 3 mil para donos de imóveis em que forem descobertos focos do mosquito Aedes aegypt. Em caso de reincidência, o valor pode dobrar. Ainda não há data para a entrada em vigor da lei.

Cofins zero para motos
Desde 1º de janeiro e até 31 de março, as motocicletas estarão com o Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que representa 3% do valor da moto, zerado. A renúncia fiscal representa R$ 4 milhões, segundo o ministro da Fazenda Guido Mantega.

Declaração tributária de empresas mensal
A Secretaria da Receita Federal determinou que, a partir do início deste ano, todas as empresas que optam pelo lucro presumido, com exceção daquelas sem débitos a declarar, têm que entregar a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) mensalmente. Até então, apenas as grandes empresas tinham essa obrigação. As demais tinham de entregar o documento semestralmente.

Ressarcimento de apagões
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) colocou em vigor em 1º de janeiro novas regras para a distribuição de energia que preveem que as companhias têm de ressarcir mensalmente seus consumidores em casos de blecaute . O cálculo é feito da seguinte forma: conta-se o número de horas de interrupção acima do limite estabelecido; multiplica-se esse número pelo custo da hora de distribuição da energia; o número encontrado é então multiplicado por 15.

Proibição de placas de isenção em estacionamentos em SP (Mais uma medida desnecessária SE houvesse real conhecimento da Lei)
Em março, entra em vigor no estado de São Paulo a lei que proíbe estacionamentos públicos, privados e serviços de manobristas de fixar placas de isenção da responsabilidade por objetos deixados dentro dos veículos.

Seguro-desemprego
O valor da parcela do seguro-desemprego foi reajustado em 9,67% pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Com isso, o valor máximo da parcela paga, referente aos salários médios acima de R$ 1.403,28, sobe de R$ 870 para até R$ 954,21. A parcela mais baixa refere-se justamente ao valor do salário mínimo, que subiu para R$ 510.

Seguro de acidente de trabalho
O Ministério da Previdência Social reformulou a base de cálculo do seguro de acidentes de trabalho. Com a nova regra, as três alíquotas existentes foram flexibilizadas para beneficiar as imagens com menos registros de acidentes.

04/02/2010

As escolhas de uma vida


A certa altura do filme "Crimes e Pecados", o personagem interpretado por Woody Allen diz: - "Nós somos a soma das nossas decisões". Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura.

No amor é a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam. Ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: Viver sem laços e viver com laços...

Escolha: Beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses. Ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana,ter filhos quando se está bem-disposto, e não tê-los quando se está cansado.

Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.

A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado.

A escolha é sua... (Pedro Bial)

As novas notas


03/02/2010

We Are the World

Cantores, rappers e atores famosos decidiram gravar uma nova versão em benefício das vítimas do terremoto no Haiti, 25 anos depois dessa canção servir para alertar o mundo sobre fome na África.
Embora benéfica e buscando conscientizar os povos, eu sempre me pergunto por que deixaram a África e outros lugares viverem à mingua de recursos, "usando suas terras e riquezas", tratando-os como "coisa sem decência e joguete nas mãos de países inescrupulosos".
E dizem que o mundo acabou com a escravidão!
Até quando ouviremos canções e apelos sem que o mundo dê um basta!
Ah, ONU você falhou e todos os G da vida fazem seus fóruns com proselitismo na busca do púlpito e poder.
E segue a vida! (AA)


Bolsas


Você já notou que as mulheres colocam suas bolsas em pias e pisos de banheiros públicos e depois vão diretamente para suas mesas de jantar e colocam-nas sobre a mesa?

Nem sempre é o "alimento do restaurante" que provoca angústia no estômago. Às vezes, "o que você não conhece vai feri-lo"!

Mamãe fica tão chateada quando os convidados chegam na porta e jogam suas bolsas no balcão onde ela cozinha ou prepara os pratos. Ela sempre disse que as bolsas são realmente sujas por causa de onde estiveram antes.

As mulheres carregam bolsas em todo lugar, do escritório a sanitários públicos, ao chão do carro. A maioria das mulheres não vive sem suas bolsas, mas você já parou para pensar onde vai sua bolsa durante o dia?

- "Eu dirijo um ônibus escolar, por isso a minha costuma ficar no chão dele", diz uma mulher. "No piso do meu carro, e nos banheiros".

- "Eu coloquei minha bolsa em carrinhos de compras e no chão do banheiro", diz outra mulher" e, "claro, na minha casa, que deveria ser limpa".

Para descobrir se bolsas portam uma grande quantidade de bactérias, decidimos testá-las no Nelson Laboratories, em Salt Lake City, e, em seguida, partimos para testar a bolsa comum da mulher média. Acontece que bolsas são tão surpreendentemente sujas, que mesmo os microbiologistas que testaram ficaram chocados. A microbiologista Amy Karen, do Nelson Labs, diz que quase todas as bolsas que foram testadas não só apresentaram níveis elevados em bactérias, mas ricos em espécies de bactérias nocivas. Pseudomonas que podem causar infecções oculares, Aurous Staphylococcus que podem provocar infecções cutâneas graves e as salmonelas E-coli encontradas nas bolsas podem causar doenças sérias. Em uma amostragem quatro das cinco bolsas testou positivo para as salmonelas, e isso não é o pior. "Há coliformes fecais nas bolsas", diz Amy.

Bolsas de couro ou vinil tendem a ser mais limpas do que bolsas de pano, e o estilo de vida parece desempenhar um papel. As pessoas com filhos tendem a ter bolsas mais sujas do que aquelas que não os tem. Com uma exceção, a bolsa de uma mulher solteira que freqüentava boates tinha uma das piores contaminações de todas. "Algum tipo de fezes, ou, eventualmente, vômito", diz Amy.

Assim, a moral desta história é que sua bolsa não vai matá-la, mas ela tem o potencial de fazer você ficar muito doente se você a mantiver em lugares onde você come. Use ganchos para pendurar sua bolsa em casa e banheiros, e não a coloque em sua mesa, uma mesa de restaurante, ou em sua bancada de cozinha. Especialistas dizem que você deve pensar em sua bolsa da mesma forma que um par de sapatos. "Se você pensar em colocar um par de sapatos em sua bancada, que é a mesma coisa que você está fazendo quando você colocou sua bolsa sobre a bancada." Sua bolsa foi onde as pessoas antes andaram, sentaram, espirraram, tossiram, cuspiram, urinaram, defecaram, etc! Você realmente quer trazer tudo isso para casa com você?

O microbiologista no Nelson Lab disse ainda que a limpeza de uma bolsa vai ajudar. Lave as bolsas de pano e use limpa-couro para limpar o fundo de bolsas de couro.